Fim da 6x1: CUT comemora e CNI pede que o Congresso revise a PEC
Centrais sindicais celebram a aprovação; indústria e comércio criticam e a CNI calcula custo de até R$ 267 bilhões.
Um dia depois de o Senado aprovar a PEC 221/2019, que acaba com a escala 6x1, trabalhadores e empresários ocuparam lados opostos. As centrais sindicais comemoraram. As entidades patronais lamentaram e cobraram revisão do texto.
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a aprovação como vitória “maiúscula da luta, do suor e da organização da classe trabalhadora”. A Força Sindical, pelo presidente Miguel Torres, disse que a medida vai dar às pessoas mais tempo para saúde, família, estudo e lazer, e afirmou que a experiência internacional indica ganho de produtividade.
Do lado empresarial, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) chamou a PEC de “retrocesso”. O presidente da entidade, Ricardo Alban, pediu que o Congresso reabra o tema depois de constatada, segundo ele, a perda de competitividade e a alta da inflação. A Confederação Nacional do Comércio (CNC) criticou a discussão em período eleitoral e defendeu mais estudos sobre os efeitos no emprego.
A CNI calcula que a redução da jornada eleve os custos de produção em até R$ 267 bilhões, com queda de 0,7% do PIB e inflação média de 6,2%. Já um estudo do Ipea estima impacto de 1% no custo total das empresas, chegando a 6,6% em vigilância e segurança.
O Senado aprovou a PEC nos dois turnos com 75 votos a favor e um contra. A jornada máxima cai de 44 para 40 horas semanais.
Fonte: Agência Brasil


